Meu mundo escureceu
A vida já não existe mais
Estou parado imóvel sem resistência
Pois é aqui que eu quero ficar
Nesse mundo frio e sombrio
Esperando que todo o veneno da solidão
Invada minha alma
Dilacerando todo meu ser
Corroendo-me como os vermes
Corroem um corpo apodrecido
Queria poder estar agora
Na solidão gelada de um tumulo
Mas nem tu oh morte
Vil e cruel criatura
Quiseste me levar consigo
Agora estou eu condenado
A viver nesse mundo sozinho
Com o vazio a me acompanhar
Pois meu mundo que já foi cheio
Repleto de vida e amor
Tornou-se vazio e sem vida
Um oco no meio do nada
Pois tudo que era vida se foi
Junto com você oh deusa cruel
Invadiste minha alma
Tomaste todo meu ser
Me fez voar até os mais altos montes
A admirar as mais lindas paisagens
Pra depois jogar-me aqui
Nesse imenso nada
Atirando-me ao sofrimento e solidão
Sofrimento de quem um dia amou
Da maneira mais intensa
Sonhou os mais lindos sonhos
E agora foi jogado aqui
Nesse mundo sem vida
E agora estou eu condenado a viver
Nesse mundo sombrio
Que será meu eterno tumulo
Sem ao menos poder morrer
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Loucos
Os loucos é quem sabem amar
Os loucos não pensam
Apenas fazem
Os loucos não sofrem
Apenas vivem
Os loucos são os lúcidos
Os lúcidos mais puros
Pois não se apegam aos valores
E muito menos a moral
Os locos são livres
Pois não estão presos a razão
Eles vivem em um mundo
Onde não importa a solidão
Queira ser um louco
E como um louco viver
Mas as grades da razão
Para sempre vão me prender.
Os loucos não pensam
Apenas fazem
Os loucos não sofrem
Apenas vivem
Os loucos são os lúcidos
Os lúcidos mais puros
Pois não se apegam aos valores
E muito menos a moral
Os locos são livres
Pois não estão presos a razão
Eles vivem em um mundo
Onde não importa a solidão
Queira ser um louco
E como um louco viver
Mas as grades da razão
Para sempre vão me prender.
sábado, 4 de junho de 2011
O Beijo Mais Esperado
Subitamente me vi aqui
Morto ou vivo?
Ainda não sei
Acho que ainda respiro
Mas não sei bem ao certo se é ar
Que entra pelos meus pulmões
Talvez seja a doce morte
Que chegou para me levar
Clamei por ti
Nas minhas noites de insônia
E tu me atendeste
Mas não chegastes com um oi
Ou uma Boa noite
Chegastes mortal, furiosa
E como um sopro, me arrebataste
Levando-me para a mais furiosa das tempestades
E agora me encontro aqui
Na mais completa calmaria
Esperando o seu doce beijo
Que será o mais doce e o mais mortal
Mas será o ultimo gosto que me lembrarei.
Morto ou vivo?
Ainda não sei
Acho que ainda respiro
Mas não sei bem ao certo se é ar
Que entra pelos meus pulmões
Talvez seja a doce morte
Que chegou para me levar
Clamei por ti
Nas minhas noites de insônia
E tu me atendeste
Mas não chegastes com um oi
Ou uma Boa noite
Chegastes mortal, furiosa
E como um sopro, me arrebataste
Levando-me para a mais furiosa das tempestades
E agora me encontro aqui
Na mais completa calmaria
Esperando o seu doce beijo
Que será o mais doce e o mais mortal
Mas será o ultimo gosto que me lembrarei.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O nascimento
Lá estava eu, pronto para mais uma apresentação. Subo no palco, papel na mão, olha para a platéia e lá esta ela, linda como sempre, com seu olhar fixado em mim, aquele olhar que me corta ao meio.
Mas quem será ela? Porque me olha tanto?
Acabo a apresentação, então ela se aproxima, cabelos pretos e longos, pele branca, sorriso sedutor e ao mesmo tempo aterrador, sinto um calafrio, ela então se aproxima e diz boa noite com uma voz suave e doce.
Conversamos um pouco, ela elogiou minhas obras. Disse que minhas poesias eram morbidamente sedutoras. Continuamos a conversar.
A noite foi passando, então resolvemos andar pelas ruas.
A madrugada estava fria , uma neblina densa cobria as ruas, eis que de repente ela para, seu olhar parecia mais sedutor e aterrorizante do que nunca, então ela se aproxima e fala algo em meu ouvido, e quando eu vi já estava em seus braços, e depois de um longo beijo enfim ela cravou seus dentes em meu pescoço, tudo parecia girar em uma mistura de prazer e dor, e quando eu estava quase sem vida, ela me abraçou, fez-me provar seu vitae, meu corpo voltou a se encher e se revigorar, sinto que não estou morto, mas também não estou vivo, e tudo toma uma percepção diferente, a partir desse dia passei a ser mais uma criança da noite.
A partir desse dia passei a ser apenas…
Lord Vampiro
Acabo a apresentação, então ela se aproxima, cabelos pretos e longos, pele branca, sorriso sedutor e ao mesmo tempo aterrador, sinto um calafrio, ela então se aproxima e diz boa noite com uma voz suave e doce.
Conversamos um pouco, ela elogiou minhas obras. Disse que minhas poesias eram morbidamente sedutoras. Continuamos a conversar.
A noite foi passando, então resolvemos andar pelas ruas.
A madrugada estava fria , uma neblina densa cobria as ruas, eis que de repente ela para, seu olhar parecia mais sedutor e aterrorizante do que nunca, então ela se aproxima e fala algo em meu ouvido, e quando eu vi já estava em seus braços, e depois de um longo beijo enfim ela cravou seus dentes em meu pescoço, tudo parecia girar em uma mistura de prazer e dor, e quando eu estava quase sem vida, ela me abraçou, fez-me provar seu vitae, meu corpo voltou a se encher e se revigorar, sinto que não estou morto, mas também não estou vivo, e tudo toma uma percepção diferente, a partir desse dia passei a ser mais uma criança da noite.
A partir desse dia passei a ser apenas…
Lord Vampiro
domingo, 29 de maio de 2011
Mais uma vez...
Mais uma vez estou aqui
Como já estive muitas vezes
E mais uma vez encontrei o meu lugar
A força vai se esvaindo
O corpo não reage mais
A mente, essa sim
Vaga por lugares longínquos
Misturando passado, presente e futuro
Os olhos estão abertos
Mas enxergam apenas o nada
Os sentidos talvez respondam
Mas o corpo adormece de vez
Ouço sua voz a me chamar
Volto para realidade
Dor, sofrimento, angustia
Todo me acerta de uma vez só
Absorvo o impacto e volto para minha caminhada
Tentando mais uma vez ser alegre
Escondendo todo o tom cinza da minha alma
E toda a frieza do meu coração
Mas o tempo passou
E então percebi que o sol não me esquentou
Que a lua não brilhou
E a dor nunca cessou
Então me lembro da felicidade,
Do orvalho e da pétala de flor
E então percebo
Que por mais que eu queira ser feliz
No final eu sempre irei dizer
Mais uma vez estou aqui.
sábado, 28 de maio de 2011
Ai ai...
Aqui estou eu novamente de madrugada sem conseguir dormir.
Estou pensando no que fazer pra esse blog andar, acho que ja comecei um 10 e nunca vai pra frente....
Mas agora estou com um projeto de me dedicar mais a escrita, preciso voltar escrever, pois minha cabeça anda muito cheia e preciso esvaziá-la e nada como uma poesia pra repousar o turbilhão de coisas que passam pela minha cabeça.
Então esta na hora de começar a colocar pra fora todos esses "Delírios de um mente Insana", afinal essa é a intenção desse blog.
Acho que logo terei novidades, estou começando a escrever algo que espero que seja grande, conforme for ficando pronto os capítulos eu vou postando por aqui.
Por enquanto vai mais um poema...
Ciclo II
A dor aumenta
Corroe meu ser
Dilacera minha alma
Picos de alucinações
Risos e mais risos
Delírios de felicidade
Amor na sua forma mais pura
Ódio...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Correndo pra dar aula...
bom hoje é sexta feira e eu tenho 5 aulas a noite. mas antes de ir um poeminha rápido...
Abraços a todos...
Ciclo
Paralelo a morte
O azul do mar se faz
A paz invade a minha alma
Respiro...
A escuridão reaparece
A dor aumenta
A lucidez se esvairia
Respiro novamente...
Paz...
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