terça-feira, 19 de julho de 2011

Pensamentos soltos

Como caminhar depois de uma queda?
Como levantar e sair andando?
Como voltar para terra depois de ter voado tão alto?
Como suportar o peso depois de desfrutar a leveza?
Perguntas e mais perguntas...
Mas como responde-las?
Queria que fosse fácil achar respostas...
Queria apenas continuar a viver...
Voltar a sorrir do fundo da alva
Pois o superficial ainda está aqui.
Como voltar ao seu rumo depois de ter perdido seu norte?
Respirando...
Porque a vida continua
E o mundo não para de girar
E eu continuo aqui
Acompanhando o giro do mundo
Pois como ele não para de voar
Fico aqui esperando que eu pare...

Águas

Ando pelas ruas
Apenas a solidão da noite
A me fazer Campânia
Uma chuva cai sobre o meu corpo
Como gotas da mais pura dor
Queria poder me dissolver com a água
E ser levado até a parte mais profunda do oceano
Onde exista apenas a escuridão
E o frio intenso corte a minha alma
Congelando para sempre o meu ser
E lá ficarei por toda a eternidade
Com meu corpo inerte
Sofrendo a mais profunda dor
Dor de uma vida atormentada
Por um vil sentimento
Chamado amor
Que dilacera meu ser a cada dia
E faz com que eu morra
Uma morte lenta e gradual
Queira apenas deitar-me no chão
E ser levado por essas águas
Que se misturam com as minhas lagrimas
Queria apenas poder
Com essa água escorrer
Até que um dia eu consiga
Apenas morrer.


sábado, 16 de julho de 2011

Meu Lar


As trevas são meu lar
A morte, meu refúgio
A solidão, minha companheira
Sou o tudo e o nada
A vagar pela escuridão noturna
A procura de uma doce vitima
Para saciar minha sede por sangue
Pois sou assim
Uma criatura mórbida
Gélida sem vida
Porém sagaz e implacável
Como a tempestade mais devastadora
Tomo minhas vitimas
Com uma fúria sem igual
Sugarei até a ultima gota
De seu sangue quente
Pois sou assim
Criatura soberana
Que reina na noite escura
Procurando minhas presas noturnas
Na solidão da noite fria

quinta-feira, 14 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem Sou Eu

Quem sou eu?
Sou poeta, apenas um poeta
Eu vivo, sonho, vejo, sinto
E o que me faz diferente?
Eu amo!
Como assim eu amo?
Todos nós amamos
Mas eu amo
E apenas amo
Não espero nada em troca
Não messo meu amor
Eu apenas me entrego a ele
Sou guiado por ele
Pois o amor é o que me move
Correspondido ou não
Ele, apenas ele que me move
O amor me arrebata ou me afunda
Mas não me deixa parado
Me leva ao maior dos êxtases
E me funda no mais profundo abismo
Me faz experimentar os melhores sabores
Contemplar as mais belas paisagens
Sentir o melhor da vida
Mas também me faz experimentar
O amargo pior que o fel
Sumir na escuridão noturna
Enxergar apenas o cinza
O amor é a engrenagem
Que não para nunca
Que gira o mundo como um turbilhão
Mas ainda queres saber quem eu sou?
Eu sou a vida, eu vou a morte
Sou a alegria e a dor
Sou a esperança e o desespero
Eu sou a mistura de tudo
Que em todas as manhãs nos desperta
Porque eu sou amor
Porque eu sou poeta.

domingo, 3 de julho de 2011

Quem sou eu?

Tenho pensado muito nisso ultimamente, e descobri que é uma resposta difícil de encontrar.

Como me defini? Não sei, acho que não tenho como saber quem sou eu. Mas descobri uma coisa, descobri o que me move. E o que me move é uma coisa bem simples: O amo.

Não o amor como todos conhecem, mas o amor na sua forma perfeita, o amor na sua pluralidade, o amor em toda sua plenitude.

E difícil acreditar que ele exista, mas ele existe e é esse amor que me faz viver, e me faz gostar de tudo o que me cerca.

Somente quando vivemos um amor em toda a sua plenitude é que começamos a enxergar o que realmente é importante para nós, enxergamos tudo de outra maneira. E por mais forte que esse amor seja, ele não te arrebata, pelo contrario ele mantém firme, com os pés no chão, te ensina a apreciar a simplicidade de tudo.

Pois o amor na sua plenitude, não esta em sua grandeza, e sim na minuciosidade, de seus pequenos detalhes, e somente quando aprendemos a enxergar isso é que conseguimos viver esse verdadeiro amor...