quinta-feira, 23 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pensamentos de um vampiro

O mundo não é mais o mesmo...
Era assim que pensava depois de tanto tempo observando as pessoas. A decadência tomou conta dos seres humanos, ninguém mais tem uma causa ou valores a defender, o individualismo dominou tudo.
E era justamente isso que ele não gostava em sua raça, o individualismo. Pois todos tinham seus próprios interesses, que sempre eram colocados acima de qualquer coisa, não existia nenhuma aliança. Apenas um jogo de poder. E se os seres humanos estavam assim, o que diferenciava ele dos seres humanos? Porque ainda tinha que ser considerado um demônio?
Sentiu saudade da época em que os deuses regiam o destino da humanidade, todo esse ceticismo atual deixou a sociedade meio desorientada, mesmo eles achando que pela primeira vez estava indo em direção ao caminho certo, o caminho do conhecimento e da verdade.
Então ele pensou porque não ser o deus deles, alguém a quem adorar e temer, um deus real que poderia ser visto e tocado, um deus para reinar por toda a eternidade. As pessoas fariam sacrifícios de sangue em meu nome, um deus que poderia destruir sem piedade a mais poderosa nação, se essa não se curvasse diante dele.
O mito que sempre assombrou as historias finalmente se levantaria e seria o único, um deus e um demônio em uma única criatura, alguém que daria um rumo para humanidade, faria com que todos tivesse um propósito: me servir e fazer as minhas vontades.
Isso não parecia ma idéiam, mas também traria muitos transtornos. Quem guardaria meu sono durante o dia? E o que fazer com os que iriam querer roubar meu poder? Durante o dia eu seria muito vulnerável.
Então ele parou, respirou e pensou:
- A humanidade não tem mais jeito, e logo eles irão se destruir, mas enquanto isso não acontece...
Ele olhou de cima do prédio escolheu sua vitima e saltou ao seu encontro.
- Ola doce criança hoje serei sua salvação e sua perdição...
Dizendo isso cravou seus dentes no pescoço de sua vitima, sugou todo seu sangue, jogou seu corpo inerte no chão e voltou para o seu descanso.

domingo, 12 de junho de 2011

Lembrar de ti

Um dia eu hei de lembrar de ti
Como um belo anjo que passou em minha vida
Um dia estará apenas nos meus sonhos
E viveras apenas em minhas lembranças
Mas mesmo assim continuara fazendo parte de mim
Pois soubeste como ninguém caminhar ao meu lado
Alimentar meus desejos viver meus delírios
Voar até o mais alto dos montes
E admirar as mais lindas paisagens
Fostes asas quando quis voar
Fostes mar quando quis navegar
Fostes terra quando quis caminhar
Um dia hei de lembrar de ti
Como um mar tempestuoso
Forte, imponente onde jamais navegaria.
Pois soubeste como ninguém
Mostrar-me que o risco vale a pena
Depois de alcançada a vitória
Mas por enquanto você ainda esta aqui
Pronta para se despedir e partir
Para onde não sei
E como viverei depois disso
Também não sei
Mas sei que lembrarei de ti
Como uma manhã de primavera
Vindo colorir minha vida
Depois de um inverno frio e cinzento
Pois soubestes como ninguém
Tocar-me como a mais suava brisa
Fazendo-me flutuar na leveza de sua voz
Agora olho para ti uma ultima vez
Contemplo sua face e a deixo partir
Pois a partir desse momento
A única coisa que restara para mim
É lembrar de ti apenas lembrar de ti.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sombras

Uma sombra em meu viver
Uma sombra em minha alma
Uma sombra em meu pensamento
Sombras, apenas sombras.
Sombras de amor, volúpia e paixão.
Sombras de um sonho
Que eu não posso viver
Sombras de um amor
Que eu jamais terei
Sombras de uma vida
Que eu jamais viverei
Sombras de você
Que assola meus pensamentos
Que mora apenas em minhas fantasia
Que já esta marcada no fundo da minha alma
E a levarei comigo
Como uma eterna sombra a me seguir
A caminhar ao meu lado
Mais jamais a poderei sentir
Jamais a poderei tocar
Pois tu oh sombra perversa
Torna escura minha vida
Cria um vazio dentro de mim
E viverei condenado e ver-te
Apenas como uma sombra
Uma sombra sem rosto
Uma sombra sem calor
Uma sombra sem vida
Que sempre estará comigo
Sempre fará parte de mim
Mas nunca poderei tocá-la
Nunca poderei tê-la
Mas sempre estarás ali
Ao meu lado sempre a me seguir
Pois serás eternamente
Uma sombra de mim.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Túmulo

Meu mundo escureceu
A vida já não existe mais
Estou parado imóvel sem resistência
Pois é aqui que eu quero ficar
Nesse mundo frio e sombrio
Esperando que todo o veneno da solidão
Invada minha alma
Dilacerando todo meu ser
Corroendo-me como os vermes
Corroem um corpo apodrecido
Queria poder estar agora
Na solidão gelada de um tumulo
Mas nem tu oh morte
Vil e cruel criatura
Quiseste me levar consigo
Agora estou eu condenado
A viver nesse mundo sozinho
Com o vazio a me acompanhar
Pois meu mundo que já foi cheio
Repleto de vida e amor
Tornou-se vazio e sem vida
Um oco no meio do nada
Pois tudo que era vida se foi
Junto com você oh deusa cruel
Invadiste minha alma
Tomaste todo meu ser
Me fez voar até os mais altos montes
A admirar as mais lindas paisagens
Pra depois jogar-me aqui
Nesse imenso nada
Atirando-me ao sofrimento e solidão
Sofrimento de quem um dia amou
Da maneira mais intensa
Sonhou os mais lindos sonhos
E agora foi jogado aqui
Nesse mundo sem vida
E agora estou eu condenado a viver
Nesse mundo sombrio
Que será meu eterno tumulo
Sem ao menos poder morrer

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Loucos

Os loucos é quem sabem amar
Os loucos não pensam
Apenas fazem
Os loucos não sofrem
Apenas vivem
Os loucos são os lúcidos
Os lúcidos mais puros
Pois não se apegam aos valores
E muito menos a moral
Os locos são livres
Pois não estão presos a razão
Eles vivem em um mundo
Onde não importa a solidão
Queira ser um louco
E como um louco viver
Mas as grades da razão
Para sempre vão me prender.

sábado, 4 de junho de 2011

O Beijo Mais Esperado

Subitamente me vi aqui
Morto ou vivo?
Ainda não sei
Acho que ainda respiro
Mas não sei bem ao certo se é ar
Que entra pelos meus pulmões
Talvez seja a doce morte
Que chegou para me levar
Clamei por ti
Nas minhas noites de insônia
E tu me atendeste
Mas não chegastes com um oi
Ou uma Boa noite
Chegastes mortal, furiosa
E como um sopro, me arrebataste
Levando-me para a mais furiosa das tempestades
E agora me encontro aqui
Na mais completa calmaria
Esperando o seu doce beijo
Que será o mais doce e o mais mortal
Mas será o ultimo gosto que me lembrarei.